quarta-feira, 29 de julho de 2015

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I'm a phoenix in the water
A fish that's learnt to fly
And I've always been a daughter
But feathers are meant for the sky
So I'm wishing, wishing further
For the excitement to arrive
It's just I'd rather be causing the chaos
Than living at the sharp end of this knife

With every small disaster
I'll let the waters still
Take me away to some place real
'Cause they say home is where your heart is set in stone
It's where you go when you're alone
It's where you go to rest your bones
It's not just where you lay your head
It's not just where you make your bed
As long as we're together, does it matter where we go?

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

À procura de um lugar no Mundo

Quando é que descobrimos onde e a quem pertencemos?
Não acredito no amor eterno (à excepção do que tenho pela minha família e amigos) nem nas histórias do «felizes para sempre», por isso, acho que fica um bocadinho mais difícil saber qual é o meu lugar aqui no Mundo.
Creio que, embora pareça um pouco egoísmo da minha parte, todos nascemos e morremos sozinhos. São os laços que criamos com as pessoas com quem nos relacionamos ao longo da vida que transformam a nossa estadia aqui pela Terra. Consequentemente, as nossas atitudes mudam de alguma forma as pessoas que nos rodeiam, e vice-versa. E assim temos um círculo vicioso. Podes não conseguir mudar o Mundo, mas se praticares o bem junto das pessoas que te rodeiam, verás que poderás pelos menos mudar um pouco o seu mundo. Sinceramente, tento fazer isso todos os dias.

Pensando bem, de há dois anos para cá, acredito no amor incondicional. Aquele que nos faz ver a vida em outras perspectivas, como nunca ousámos sequer imaginar. Aquele que nos faz querer mudar tudo para termos um Mundo melhor. Aquele pelo qual faríamos qualquer coisa para que esse amor permanecesse para sempre inalterável. Por quem daríamos tudo para ver o seu sorriso no rosto. Aquele amor que, mesmo sabendo que não é recíproco, jamais diminuirá ou se transformará.

Jamais esquecerei os teus primeiros dias de vida, jamais esquecerei as tuas expressões faciais quando ainda nem falavas (sempre te expressaste com o olhar), jamais esquecerei as nossas brincadeiras ou maneira como me fazias sentir amada, pois acredito que as crianças não mentem. Jamais sentirei menos amor por ti, mesmo quando não quiseres estar comigo ou quando cresceres e eu for demasiado velha para te acompanhar. És o meu amor incondicional, o meu amor sem barreiras, quem me faz chorar, quem me faz rir, mesmo que não faças a mínima ideia disso. Claro que não fazes ideia. És tão pequeno. Um dia serás crescido e talvez eu já não faça parte da tua vida mas tu sempre farás parte da minha. Tenho de te agradecer por me teres ensinado o que é o amor incondicional. Um dia terei os meus filhos, mas o teu lugar no meu coração permanecerá para sempre inalterável.

No dia em que decidi sair, sabia que ia perder o laço que nos unia.
Sabia que me ias esquecer. 
Sei que sempre teremos o nosso ADN,
mas eu não acredito que esse seja o laço mais importante. 
A confiança, o companheirismo, o amor, o carinho, o respeito e todos os afectos, brigas ou brincadeiras que se tem no dia-a-dia são muito mais importantes do que qualquer papel ou sangue a dizer que sou tua tia e ponto. Graças a estas novas tecnologias, temos o Skype e podemos falar de vez em quando, mesmo não estando a tia tonta ao pé de ti. Sei que não é a mesma coisa, mas pelo menos posso ver-te, ver como estás crescido, saber do teu dia, saber das tuas birras e teimosias. Pedir que me dês um beijo através do monitor. Cantar umas canções ou dizer umas tontices. Sei que jamais teremos o relacionamento próximo que teríamos se estivesse por perto, mas a tia tinha que sair. A tia tinha que procurar o seu lugar no Mundo. Não sei se alguma vez o encontrarei, mas pelo menos sei que tentei. Sei que o nosso lugar é junto das pessoas que mais amamos, mas por vezes temos que nos afastar para poder ver a vida numa outra perspectiva. 

Obrigada meu pequeno por me fazeres descobrir o amor. 
Espero que um dia te possa retribuir tudo de bom que já me deste ao longo destes tão curtos dois anos de vida.
Que os teus papás tenham muita saúde e força para te acompanharem nesta jornada da vida ensinando-te a amar e ajudando-te a apanhar as pedras que encontrarás no teu caminho. Eu também estarei por aqui, perto ou longe, estarei sempre disponível para ti. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O dia mais pequeno do ano..


Na terra do fogo e do gelo, o dia mais pequeno do ano é mesmo pequeno. Só tem cerca de cinco horas de luz solar e ver o sol é uma sorte que eu tive o prazer de aproveitar. No passado dia 22 de Dezembro de 2014, o sol foi de pouca dura, mas o dia (ainda que pequeno) esteve lindo. Eram 15h20 quando deixei de ver o sol da varanda da nossa mansão, mas o céu estava limpo e excepcional, por isso pude aproveitar. Depois dos tons creme que se pode ver na fotografia, vieram os tons rosa, que com rapidez se transformaram nos tons azuis e cinza e, por fim, a noite chegou. Pelas 17h00, nada se via além das estrelas num céu azul escuro. 

Quando o dia mais pequeno do ano é assim...

Várias vezes me perguntam porque é que deixei o calor de Portugal e vim para estas terras frias, onde está escuro tanto tempo. A resposta é simples e geralmente a mesma para toda a gente: 
não sei. 

Sei que queria conhecer o país e a melhor forma de o fazer 
é estar por algum tempo a morar cá.
Sei que foi a melhor escolha que podia ter feito. 
Sei que o interesse pela Islândia começou com o jogo Conhecer a Europa
que o meu padrinho me deu quando eu era bem pequena. Fiquei fascinada com o nome da capital.
Sei que há momentos em que a quietude desta terra me dá uma paz de espírito que nunca pensei conseguir apenas por estar no meio da Natureza. 
Sei que se olhar pela janela e o céu estiver limpo vou ver apenas cavalos no meio da neve.
Sei que se o tempo não estiver bom e não puder ver um palmo à frente dos olhos 
terei apenas de esperar uns dez minutos e tudo estará diferente.
Sei que posso sair de casa e deixar a porta aberta sem qualquer tipo de receios 
de que alguém virá vandalizá-la. 
Sei que, se precisar de algo, tenho aqui o vizinho para me ajudar, ou que alguém aparecerá. 
Sei que a qualquer momento posso sair da quietude e ir para a (não muito) movimentada Reykjavik.
Sei que mesmo nesta quietude também podem haver festas.
Sei que estou a gostar.
Não sei porquê, quando ou como aconteceu, mas algo me cativou.
E não há dias pequenos, neve, frio, chuva ou vento que me abalem, pois a lista de pontos positivos é interminável. 

Claro que também há pontos negativos, mas esses estão por todo o lado, não só por aqui.